sexta-feira, 2 de junho de 2017

MEDO

O medo faz ilusões se camuflarem de sonhos, nos cega de tal forma que somos capazes de acusar o próximo dos cortes e agressões que fazemos em Nós mesmos.

O medo faz criarmos monstros, máscaras, situações que não existem, mas forçamos com unhas e dentes para que outras pessoas as vistam para podermos justificar nossos atos, para que possamos mostrar para os outros os culpados de “nossa infelicidade”!

O medo se faz em forma maliciosa de uma canção que vai envolvendo aos poucos até tomar por completo o nosso coração, mente e corpo.

O medo faz o fantasioso ser mais atrativo que a verdade. Ele nos faz desejar o irreal no mundo real.

O medo não nos afasta do precipício ou do mar revolto, mas nos joga dentro deles dizendo que estamos numa região confortável e no final ficamos em frangalhos.


Realmente a vida não é e nunca foi cintilante! Ela é cinza e fria, mas aos poucos se torna muito brilhante, viva e colorida quando passamos a não nos esconder ou fugir da realidade.

O medo é demasiadamente acolhedor, muito confortável e se algo der errado poderemos de forma enganosa acusar o próximo ou a realidade dizendo que o “nosso sonho não era assim”. E a culpa? Ah, a culpa sempre é dos outros!

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